sexta-feira, janeiro 27

Um século 21, 8 ou 80!

Quem que viveu os anos 80 poderia esperar um século 21 tão chato, cinza e opressor?
Nós que usamos roupas coloridas, polainas, cabelo enrolado, corpos naturais, muito jeans, os carros eram coloridos, shopping center era local de compra, os bares eram locais de conversa, ninguém se importava em ser visto, queria-se curtir e trocar ideias, encontrar amigos, conhecer novos e quem sabe até encontrar alguém....não podíamos supor que viveríamos de “pretinho básico”, tom sobre tom, zilhões de fotos e postagens sem sentido, lei seca, psiu, radar eletrônico, corpos sarados e modificados, padrão de beleza nonsense (opa esse termo é do anos 80/90). A gente olha para a sociedade desse século e vê um monte de gente igual, fazendo coisas iguais, padrão de comportamento politicamente correto?

Talvez os adolescentes nem tenham noção de como é bom viver num mundo colorido, de amizades coloridas, músicas coloridas, padrão de beleza sem padrão, onde cabiam os carecas, as loiras, os blackpowers, os musculosos, as magrelas, as gostosas, os cabeludos, barbudos, enfim todos tinham espaço, até os sem grana.
Talvez os mais velhos se sintam protegidos por toda circunstância gerada em volta deles, muitas leis que os beneficiam, uma expectativa de vida maior...
Mas e quem está na faixa dos 40, 50, ainda são jovens, mas já são coroas. Será que essa geração que se divertia muito, voltava pra casa sempre, não consegue beber uma garrafa de cerveja, ou duas, três taças de vinho e continuar voltando em segurança, sem expor a vida de ninguém?
Essa opressão comercial do século 21 está transformando a sociedade em um universo sem prazer, movida por uma sanha de interesses e benéficos individuais, são relações sem graça, sem espontaneidade, tudo muito marcado pelo ganho direto. 
Falta e como faz falta a TRANSA, o TESÃO, a INSPIRAÇÃO e a POESIA, isso acontecia todo dia, toda hora, de dia e de noite. Essa geração não marcava HAPPY HOUR, acontecia sempre no final do expediente (é por incrível que pareça o expediente acabava no seu horário previsto, ninguém trabalhava mais que seu dia, e era comum ouvirmos que se está trabalhando muito ou é incompetente ou faltavam funcionários e lutávamos por isso e éramos ouvidos).
Talvez éramos ingênuos, mas era uma geração que acreditava em algo, tínhamos fé, compaixão, amor!

Sim está muito chato, nos acotovelarmos em metrôs para não perder o horário num emprego horroroso com salário ainda pior, procurar uma namorada no TINDER ou deixar de ir a uma festa, pois o UBER é muito caro!
Está muito chato ter que pagar multas de trânsito absurdas e ainda perder a carteira, isso é ser punido duas vezes pelo mesmo “erro” e ainda é pior saber que todo esse dinheiro não é usado para melhorar as vias, não perder seu carro num buraco ou num assalto.
Está muito chato ter que pensar trocentas vezes antes de falar algo que possa ser discriminatório ou politicamente incorreto. Acender um cigarro então! Meu Deus é o fim do mundo, e de pensar que fumávamos nos bares, em sala de aula, até os professores  e todos conviviam, criavam-se regras de convivência é verdade, mas convivíamos e ninguém se matava por isso, sem patrulha.
Essa geração que discuti política sem se estapear, era a mesma que ia ao futebol e mesmo sabendo da rivalidade tinha certeza que voltaria pra casa.
Onde está essa geração? Acovardarmos? Gosto de pensar que não e sinceramente acredito que estamos todos doidos por uma revolução de costumes, quebra de paradigmas, dogmas e senso de estética sem sentido.
Se você chegou até aqui com seus 40, 50 tire aquela camisa colorida do armário, coloque seu biquíni estampado é aquele asa delta e não tenha vergonha de ser espontâneo, generoso e amoroso.
Um brinde à geração 8 ou 80!

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